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Deixar navio parado custa mais do que mantê-lo em operação PDF Imprimir E-mail
Estudo aponta que um navio com capacidade para 1.700 Teus custa US$ 700 mil para ficar parado durante um ano.

As taxas de afretamento necessitam cair ainda mais para que os proprietários deixem navios parados por um longo prazo e não apenas de forma sazonal, de acordo com Paul Dowell, diretor de pesquisa da Howe Robinson Shipbrokers.

Durante conferência sobre a crescente ociosidade de navios, realizada na sede da London IMarEST, Dowell disse que, apesar da enorme queda nas taxas de afretamento e da crescente oferta de espaço, ainda é conveniente para os proprietários manter embarcações ociosas prontas para retomar a operação e não paradas por um longo tempo. Isso apesar de as taxas estarem próximas dos custos de operação.

Usando como exemplo um navio com capacidade para 1.700 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), que custa cerca de US$ 700 mil para ficar parado durante um ano, o diretor calculou que a taxa de afretamento deveria cair dos atuais US$ 4.750 por dia para US$ 3.700 por dia para justificar a retirada de navios do trade. Estimativas similares aplicam-se a navios maiores.

Um problema para os proprietários é tomar a decisão de deixar navios parados sem contar com estimativas confiáveis de custos da ociosidade e de reativação de navios modernos após um período fora de serviço. O diretor disse que, embora existam dados sobre um grande número de navios ociosos em todo o mundo, totalizando cerca de 10% da frota, alguns foram retirados do trade por um longo prazo.

Dowell faz um prognóstico sombrio para o setor. "Existe um grande número de navios para ser entregues sem qualquer perspectiva realista de a demanda absorver a tonelagem. É a primeira vez que o crescimento da procura é negativo no setor".

A observação do diretor tem afetado gravemente os valores de embarcações. Dowell estima que um porta-contêiner panamax encomendado durante o pico do mercado, no ano passado, tem seu valor, hoje, reduzido pela metade.
(Fonte: Guia Marítimo).

 
 


 
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